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Visita de assessor dos EUA a Bolsonaro na prisão é autorizada

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado dos EUA, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília. O encontro ocorrerá em 18 de março, com a presença d...
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu sinal verde para que Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente cumprindo pena em Brasília. A visita está agendada para o dia 18 de março no complexo penitenciário da capital.

A decisão judicial permite que Beattie seja acompanhado por um intérprete, cuja identidade deve ser informada previamente às autoridades competentes. A defesa de Bolsonaro havia solicitado que a visita ocorresse nos dias 16 ou 17 de março, durante a missão oficial do assessor no Brasil, mas Moraes negou o pedido, reafirmando que o encontro deve seguir o calendário regular de visitas da unidade prisional.

Na sua decisão, o ministro destacou que não há base legal para alterar as normas do sistema penitenciário, enfatizando que os visitantes devem se adaptar às regras da prisão. Durante sua estadia no Brasil, Beattie também se reunirá com Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente.

Beattie, que já criticou publicamente Moraes, acusando-o de liderar um sistema de censura contra Bolsonaro e seus apoiadores, chegou a defender sanções contra o ministro. Jair Bolsonaro está preso desde 25 de novembro de 2025, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão pelo STF, por sua participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Entre os crimes que resultaram na condenação estão organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado. As investigações indicam que Bolsonaro nunca aceitou oficialmente a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022, questionando o sistema de votação e incentivando manifestações antidemocráticas.

A crise política culminou nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores de Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, tentando reverter o resultado eleitoral.

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