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EUA Disparam Mísseis Contra Navio Próximo ao Irã e Houthis Causam Mortes

A escalada de violência no Oriente Médio se intensificou com ataques dos EUA a um navio que desrespeitou bloqueio e a morte de quatro marinheiros por rebeldes houthis no mar Vermelho.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A violência nas águas do Oriente Médio aumentou nesta terça-feira, com os Estados Unidos lançando dois mísseis contra um navio que ignorou seu bloqueio ao Irã. Simultaneamente, rebeldes houthis, apoiados por Teerã, mataram quatro marinheiros em uma embarcação no mar Vermelho.

Esses incidentes ocorrem em um contexto de impasse diplomático entre o governo dos EUA e o Irã, enquanto o mercado de petróleo reagiu negativamente, com o preço do barril superando os US$ 90 pela primeira vez em agosto.

O primeiro ataque aconteceu no estreito de Bab el-Mandeb, onde os houthis afirmaram ter bloqueado a passagem de navios entre seus portos e os da Arábia Saudita. Um navio de carga egípcio, o Tihamah, foi atingido por drones, segundo o governo iemenita deposto. Os houthis confirmaram a ação, alegando que a embarcação transportava armas para os sauditas.

As mortes dos marinheiros marcam os primeiros óbitos causados por um ataque houthi desde que eles se envolveram no conflito no mês passado. Os rebeldes, que buscam dominar o oeste do Iêmen, atuam em coordenação com o Irã.

A ação dos EUA ocorreu posteriormente, quando um helicóptero MH-60 Seahawk disparou mísseis Hellfire contra o navio de carga M/V Vela Nova, que estava próximo à costa do Paquistão e se dirigia ao estreito de Hormuz. Os EUA alegaram que o navio se recusou a parar no bloqueio restabelecido em 14 de julho e estava a caminho de um porto iraniano.

O Comando Central dos EUA informou que 55 navios foram desviados de curso, enquanto dois foram abordados e três, incluindo o Vela Nova, receberam fogo. Não houve relatos de feridos. Antes do atual bloqueio, os EUA já haviam atacado nove navios na região, mas os bombardeios foram suspensos em julho.

O controle do estreito de Hormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás natural, continua sendo um ponto de tensão. O novo chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que as negociações para dividir o controle do estreito com Omã são independentes do conflito com os EUA.

Rezaei declarou que Hormuz permanecerá fechado a menos que os EUA aceitem as condições de um memorando assinado em junho, que levou a um cessar-fogo que não durou. O tráfego marítimo na região está severamente afetado, com uma queda significativa no número de embarcações transitando.

Enquanto isso, o presidente Trump reafirmou sua crença em uma solução rápida para a crise, prometendo mais pressão financeira ou ações militares. Contudo, relatos indicam que a liderança militar dos EUA não vê mais uma solução militar viável apenas com bombardeios.

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