Três irmãos, dois dos quais são corretores de imóveis de luxo renomados nos Estados Unidos, foram condenados por tráfico sexual em um julgamento que durou cinco semanas. Eles foram acusados de drogar e estuprar várias mulheres que conheceram enquanto exibiam um estilo de vida opulento.
O veredicto foi proferido após 11 mulheres testemunharem em um tribunal federal de Manhattan sobre agressões sexuais cometidas por um ou mais dos irmãos: Oren e Alon Alexander, ambos de 38 anos, e Tal Alexander, de 39 anos.
Os irmãos mostraram reações de desânimo enquanto o presidente do júri proferia a palavra 'culpado' repetidamente. A sentença está marcada para 6 de agosto, e eles permanecem detidos desde sua prisão em 2024, com planos de apelação.
O advogado de defesa, Marc Agnifilo, reiterou a crença na inocência dos irmãos, afirmando que continuarão a lutar pela absolvição. O procurador federal Jay Clayton destacou que o veredicto é uma vitória para as vítimas de crimes sexuais.
As condenações marcam uma queda significativa para os irmãos, que eram conhecidos por suas vendas milionárias no setor imobiliário. Eles abriram sua própria empresa após se destacarem na imobiliária Douglas Elliman.
As vítimas relataram que conheceram os irmãos em festas e aplicativos de namoro, e muitas afirmaram ter sido atacadas após aceitarem convites para viagens luxuosas. Promotores alegam que mais de 60 mulheres afirmam ter sido agredidas.
Além das acusações principais, Alon e Tal Alexander foram condenados por tráfico sexual de uma menor, enquanto Oren Alexander foi considerado culpado por explorar sexualmente uma adolescente.
Os irmãos enfrentam também diversas ações judiciais, incluindo uma recente apresentada por Tracy Tutor, que alega ter sido drogada e agredida sexualmente por Oren Alexander.
Durante o julgamento, várias testemunhas relataram que acreditavam que suas bebidas haviam sido adulteradas, levando a uma perda de controle sobre seus corpos. Uma mulher descreveu um incidente em que acordou nua ao lado de Alon Alexander após uma festa.
Promotores contestaram a defesa, que alegava que as acusações eram motivadas por dinheiro, destacando que apenas duas das mulheres tinham processos civis em andamento, e ambas eram financeiramente estáveis.
Uma das testemunhas, filha de um bilionário, afirmou que não buscava compensação financeira, mas desejava que os irmãos não pudessem causar mais danos. Outra mulher, Lindsey Acree, também se manifestou publicamente sobre sua experiência de agressão.