Em uma conversa telefônica, Vladimir Putin compartilhou com Donald Trump suas propostas para uma resolução rápida da guerra no Irã. O diálogo ocorreu nesta segunda-feira e foi confirmado pelo assessor de política externa do Kremlin, Iuri Ushakov.
Além do conflito no Irã, os líderes discutiram a situação na Ucrânia e na Venezuela, considerando o impacto no mercado global de petróleo. A duração da conversa foi de aproximadamente uma hora, mas a Casa Branca ainda não se manifestou sobre o conteúdo do diálogo.
Trump, em declarações à CBS News, expressou a crença de que a guerra no Irã está 'praticamente concluída', afirmando que os Estados Unidos estão 'muito à frente' do cronograma inicial de quatro a cinco semanas para o término do conflito. Ele destacou a fragilidade das forças iranianas, mencionando a falta de Marinha, comunicações e Força Aérea.
Sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, Trump declarou que não tinha 'nenhuma mensagem para ele' e insinuou ter uma pessoa em mente para sucedê-lo, sem fornecer mais detalhes. Ele também expressou descontentamento com a escolha de Khamenei, considerando-a um 'grande erro'.
Putin, por sua vez, reafirmou seu 'apoio inabalável' ao novo líder iraniano, ressaltando a importância de sua gestão em tempos de 'agressão armada'. O presidente russo enfatizou que a Rússia continuará a ser um 'parceiro confiável' do Irã.
Apesar da aliança entre Rússia e Irã, Moscou não defendeu Teerã após o início dos ataques por parte de Israel e dos EUA, limitando-se a condenar o que chamou de 'ato de agressão'. Após os primeiros bombardeios, surgiram relatos de que a Rússia teria fornecido informações de inteligência ao Irã sobre alvos americanos, o que foi negado por Trump.