A família de Gilberto Gil e Preta Gil continua a ação por danos morais contra o padre Danilo César, da paróquia de Areial, localizada no Agreste da Paraíba. O processo segue em tramitação na Justiça, mesmo após o clérigo ter firmado um acordo com o Ministério Público Federal (MPF) em uma ação criminal relacionada ao caso de intolerância religiosa.
A ação cível, que busca uma indenização de R$ 370 mil, foi protocolada em 5 de novembro na 41ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro. O juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres é o responsável pelo caso e já definiu os ritos processuais após a análise da petição inicial.
O processo cível teve início antes de um ato religioso que ocorreu em 6 de fevereiro deste ano, que estava vinculado ao Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado pelo padre com o MPF. Esse acordo permitiu que o padre não fosse processado criminalmente, em troca de sua confissão sobre a conduta ilícita e do compromisso de ler obras que abordam o combate ao racismo religioso.
Apesar do acordo criminal, a defesa da família Gil afirma que, no processo cível, o padre não reconheceu sua responsabilidade pelos comentários feitos, que associavam a prática de religiões de matriz africana à morte de Preta Gil. Os advogados da família alegam que Gilberto Gil busca um reconhecimento formal por parte do padre.
Atualmente, o processo está na fase de defesa do padre, e a próxima etapa será a réplica apresentada pela família Gil, que terá a oportunidade de rebater os argumentos da defesa. O advogado do padre, Rodrigo Rabello, confirmou que a defesa já foi protocolada.