João Azevêdo, governador da Paraíba, é um dos 12 governadores que oficializaram apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). Esse apoio visa reforçar uma frente de governadores que promovem pautas sociais e populares para impulsionar a candidatura de Lula no início da corrida eleitoral deste ano.
O apoio de Lula supera o de Flávio Bolsonaro, que conta com a declaração de cinco governadores. No entanto, esses governadores representam estados com colégios eleitorais mais populosos, como São Paulo, o que pode influenciar o resultado das eleições.
Governadores como João Azevêdo veem seu engajamento na campanha de Lula não apenas como uma declaração, mas como uma estratégia para conectar políticas públicas ao eleitorado. Essa abordagem visa ampliar a base social de Lula em regiões onde o PT e seus aliados têm tradicionalmente mais força. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro busca compensar a menor quantidade de gestores estaduais aliados através do apoio de estados com maiores colégios eleitorais.
Embora Lula lidere em número de apoios estaduais, sua estratégia está focada em temas populares, como a proposta de tarifa zero no transporte público e o fim da escala 6×1 no trabalho, para fortalecer sua conexão com a população. Pesquisas indicam que a proposta de acabar com a escala 6×1 tem cerca de 73% de apoio entre os cidadãos.
Governadores de partidos como PT, PSB e MDB, incluindo líderes do Executivo da Bahia, Ceará, Pernambuco, Pará e Maranhão, mantêm Lula como o único candidato da esquerda, formando palanques regionais estratégicos. Por outro lado, estados com grandes eleitorados, como São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, estão se alinhando ao campo bolsonarista, aumentando a competitividade de Flávio desde o primeiro turno.
À medida que a campanha avança, o cenário eleitoral pode evoluir. Projeções indicam que Flávio Bolsonaro poderia conquistar até 13 governadores no segundo turno, superando Lula caso a direita consiga consolidar alianças em estados ainda indecisos. Análises eleitorais revelam uma disputa acirrada entre Lula e Flávio, com pesquisas mostrando um quadro competitivo tanto no primeiro quanto no segundo turno.