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Zelensky denuncia apoio russo ao Irã e suas consequências no Oriente Médio

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia está fornecendo apoio de inteligência ao Irã, o que prolonga o conflito no Oriente Médio e afeta a economia global.
Foto: Putin e Zelensky

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky declarou que o governo de Vladimir Putin estaria colaborando com o Irã, fornecendo apoio de inteligência que, segundo ele, contribui para a continuidade do conflito no Oriente Médio. Durante um pronunciamento, Zelensky mencionou que a inteligência militar da Ucrânia encontrou evidências dessa cooperação entre Moscou e Teerã.

O líder ucraniano afirmou que a Rússia estaria utilizando suas capacidades de inteligência eletrônica, além de dados obtidos por meio de parcerias na região.

Há evidências crescentes de que os russos continuam a fornecer apoio de inteligência ao regime iraniano. Esta é claramente uma atividade destrutiva e deve ser interrompida, pois só leva a uma maior desestabilização — destacou.

Zelensky também ressaltou que esse apoio russo ao Irã não apenas aumenta a precisão dos ataques, mas também sustenta o regime iraniano, prolongando assim a guerra. Ele fez um apelo para que todos os Estados responsáveis atuem para evitar uma escalada maior das crises, alertando sobre os impactos econômicos globais, que já estão afetando os preços dos combustíveis em diversos países.

Essas declarações surgem em um momento de crescente tensão no Oriente Médio, que tem pressionado o cenário internacional e aumentado a volatilidade nos mercados de energia. Na semana passada, o Kremlin negou as acusações de Zelensky, classificando como falsas as reportagens sobre o compartilhamento de dados sensíveis com o Irã.

Além disso, autoridades russas têm se manifestado contra a escalada do conflito. O ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, alertou que ofensivas conjuntas contra o Irã podem resultar em consequências "terríveis" e de longo prazo para a estabilidade global, afirmando que as ações dos Estados Unidos e de seus aliados na região terão um impacto duradouro.

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