O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que Kiev está preparada para adotar medidas “preventivas” contra a Rússia e a liderança de Belarus, em resposta a possíveis ameaças militares no norte do país. Durante visita à cidade de Slavutych, Zelensky anunciou o reforço das defesas nas regiões de Kiev e Chernigov, temendo uma nova ofensiva russa com apoio bielorrusso.
Zelensky destacou que o governo ucraniano possui a capacidade de fortalecer suas defesas e agir preventivamente em relação ao território russo e à liderança de facto da Bielorrússia. Ele alertou diretamente o governo de Alexander Lukashenko, afirmando que Minsk deve entender que haverá consequências para ações agressivas contra a Ucrânia.
Essas declarações surgem em um contexto de crescente preocupação em Kiev sobre uma possível nova frente de guerra no norte da Ucrânia, especialmente após Belarus iniciar exercícios nucleares conjuntos com Moscou. Desde o início da invasão russa em 2022, o território bielorrusso tem sido utilizado como base logística e militar pelas forças russas.
Apesar das tensões, Lukashenko negou a intenção de envolver Belarus diretamente no conflito, a menos que haja uma agressão contra seu território. Ele se mostrou disposto a discutir as relações bielorrusso-ucranianas, mas a proposta foi rejeitada por Kiev. O assessor de Zelensky, Dmytro Lytvyn, afirmou que as declarações de Lukashenko perderam credibilidade desde o início da guerra.
Zelensky e Lukashenko não se encontram desde outubro de 2019. Recentemente, Lukashenko buscou aproximação com os Estados Unidos, e autoridades europeias relataram a libertação de presos políticos em troca de flexibilização de sanções, o que preocupa Kiev. O governo ucraniano teme que um alívio das sanções contra Minsk possa encorajar Putin em futuras negociações.