A recente visita do presidente Lula aos Estados Unidos, onde se encontrou com Donald Trump, é vista por seus aliados como um passo importante para isolar o bolsonarismo, que busca manter laços com o governo americano. Membros da direita, no entanto, desconsideram a relevância do encontro realizado na quinta-feira.
Os petistas acreditam que, apesar de suas críticas a Trump, Lula se posicionou como um estadista, enfatizando a soberania nacional do Brasil. O ministro José Guimarães (PT) destacou em suas redes sociais que a visita reafirma o papel respeitado do Brasil no cenário internacional, mencionando que Lula foi recebido com honras de Estado.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) comentou que a reunião entre os dois líderes deve impactar a política nacional, observando que a família Bolsonaro sempre buscou monopolizar a relação com os EUA. Ele afirmou que o encontro foi um sucesso, em contraste com as tentativas de Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA e tenta deslegitimar a gestão de Lula.
Éden Valadares, secretário de comunicação do PT, criticou Flávio Bolsonaro, que, após uma votação recente, viajou para os EUA em busca de apoio contra o governo Lula, mas acabou isolado e sem discurso. Lula, por sua vez, se posiciona na campanha eleitoral com uma agenda de soberania nacional.
Embora estivesse previsto um pronunciamento conjunto após a reunião, apenas Lula e seus ministros falaram à imprensa na embaixada do Brasil. Trump, por sua vez, elogiou Lula em sua rede social, mas opositores consideraram suas declarações frias e sem a mesma empatia dos encontros anteriores.
Após o encontro, Lula afirmou que abordou temas considerados tabus e sugeriu a criação de um grupo internacional para combater o crime organizado, envolvendo países da América Latina. Ele ressaltou a importância da reunião para fortalecer as relações históricas entre Brasil e EUA e defender o multilateralismo.
A visita de Lula a Trump foi a sexta de sua carreira à Casa Branca, sendo a primeira sob a presidência de Trump. Em encontros anteriores, Lula se reuniu com George Bush e Barack Obama, além de Joe Biden em 2023.