O primeiro-ministro cessante da Hungria, Viktor Orbán, compartilhou em entrevista que está enfrentando "fadiga, dor e um vazio" após a recente eleição, que resultou na vitória do ex-aliado Péter Magyar. Essa derrota marca o fim de 16 anos de Orbán no poder.
Essa dor [da derrota] liberou muita energia em mim, e não cabe a mim decidir o que fazer. Não sei se consigo encontrar felicidade na vida – além da minha família – ou ímpeto, ambição, inspiração — declarou Orbán em um canal de YouTube que o apoia.
Ele reconheceu sua derrota no domingo, quando o partido de Magyar, o Tisza, já havia conquistado 138 das 199 cadeiras do Parlamento, garantindo uma maioria que permitirá reformas constitucionais e a reversão de medidas adotadas durante seus mandatos.
Magyar, que foi parte do Fidezs até 2024, está utilizando a primeira semana após a eleição para anunciar medidas significativas, como a suspensão das emissoras estatais até que uma reforma da lei de mídia seja implementada.
A manipulação do setor de comunicações foi crucial para que Orbán minasse a democracia no país, favorecendo seu partido no cenário político. Durante a campanha, Magyar se comunicou com os eleitores pelas redes sociais, evitando a imprensa favorável a Orbán.
Desde sua eleição, Magyar tem utilizado as redes sociais para reforçar a ideia de que seu governo irá desfazer o legado de Orbán. Em uma visita ao palácio de governo, ele publicou uma foto com o presidente Tamás Sulyok, criticando sua capacidade de representar a nação húngara.
Além disso, Magyar compartilhou um vídeo em que debocha de Orbán, fazendo referência a um meme popular. Essa postura indica uma clara intenção de mudança e distanciamento do governo anterior.