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Vereador do Rio é detido por suposta ligação com o Comando Vermelho

O vereador Salvino Oliveira Barbosa foi preso sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, revelando tentativas de interferência política em áreas dominadas pelo tráfico.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O vereador do Rio de Janeiro, Salvino Oliveira Barbosa, ex-secretário municipal da Juventude, foi detido pela Polícia Civil por suspeitas de ligação com o Comando Vermelho, a maior facção criminosa do estado. A operação revelou tentativas de interferência política em áreas controladas pelo tráfico, visando transformar esses locais em bases eleitorais.

De acordo com a investigação, Salvino teria negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como 'Doca', para obter autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, dominada pelo Comando Vermelho. Em troca, o vereador supostamente articulou benefícios ao grupo criminoso, que foram apresentados como ações voltadas à população local.

Um exemplo investigado envolve a instalação de quiosques na região, com a definição de beneficiários supostamente determinada por integrantes da facção, sem um processo público transparente. A assessoria do vereador informou que ainda não recebeu informações oficiais sobre a prisão e que a assessoria jurídica foi acionada para esclarecer os fatos.

A operação, denominada Contenção Red Legacy, foi realizada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, com o objetivo de desarticular a estrutura do Comando Vermelho, identificada como uma organização criminosa altamente estruturada e com atuação interestadual.

As investigações revelaram um conjunto robusto de provas sobre o funcionamento interno da facção, incluindo uma cadeia de comando organizada e articulações entre integrantes em diferentes estados. Até o momento, seis criminosos foram presos, incluindo o vereador.

As apurações também identificaram a participação de familiares de um dos principais líderes da facção, Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como 'Marcinho VP'. Sua esposa, Márcia Gama, e seu sobrinho, Landerson, são considerados foragidos da Justiça e desempenham papéis relevantes na organização.

Durante as investigações, foram identificados casos de criminosos que se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, o que a Polícia Civil classificou como traição à instituição. O trabalho investigativo aponta para uma estrutura criminosa complexa, com articulações entre organizações de diferentes estados.

As investigações continuam em andamento para responsabilizar penalmente todos os envolvidos e ampliar o combate às estruturas utilizadas pela organização criminosa.

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