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Ucrânia ataca terminal petrolífero na Rússia após acordo de Putin e Trump

Após um acordo de fornecimento de diesel entre os presidentes russo e americano, a Ucrânia atacou um terminal petrolífero na Rússia, causando incêndios e danos.
Foto: Noticiasaominuto

A Ucrânia realizou um ataque a um terminal petrolífero na região de Rostov, no sul da Rússia, logo após o anúncio de um acordo de fornecimento de diesel entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump, conforme informaram autoridades russas.

O ataque resultou em um incêndio em um terminal que armazena e bombeia combustível da refinaria de Novoshakhtinsk, que já havia sido alvo de drones ucranianos em julho. Durante a ação noturna, mais de 100 drones foram abatidos e uma ponte ferroviária foi danificada, interrompendo o tráfego ferroviário na região.

O governador local, Yuri Slyusar, relatou que seis pessoas ficaram feridas e que diversos edifícios e residências sofreram danos. Equipes de emergência estão atuando no local para apurar informações sobre possíveis vítimas.

Rostov foi uma das 16 regiões afetadas pelas forças ucranianas, que também atingiram a Crimeia e os mares Negro e de Azov, segundo o Ministério da Defesa russo. O comando militar informou que 560 drones ucranianos foram interceptados durante a noite.

O ataque ao terminal ocorreu poucas horas após a confirmação de um acordo entre Putin e Trump sobre o fornecimento de derivados de petróleo, com o objetivo de reduzir os preços do diesel no mercado internacional. Trump anunciou que a Rússia enviará mais de 300 mil toneladas de diesel aos mercados americano e global.

O acordo foi discutido em uma conversa telefônica entre os líderes, onde Trump mencionou que a Rússia poderia fornecer até 3 milhões de toneladas de diesel em um curto período. Essa decisão surge em um contexto de escassez de combustível na Rússia, resultando em longas filas em postos de gasolina.

Trump também pressionou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a cessar os ataques às refinarias russas, argumentando que isso afeta os preços do diesel. Zelensky, por sua vez, criticou o acordo, considerando-o injusto e contrário à postura de um aliado, pois permite que a Rússia exporte diesel em vez de intensificar as sanções relacionadas à guerra.

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