A britânica Lauren Macpherson, de 29 anos, teve um diagnóstico inesperado de um tumor cerebral raro após um incidente em que uma mala de 16 kg caiu em sua cabeça. O acidente ocorreu em 2025, enquanto ela voltava de um festival de música em Londres com seu namorado. Após desmaiar, Lauren foi levada a um hospital em Swindon, onde exames revelaram uma sombra em seu cérebro.
Após retornar a Cardiff, Lauren realizou uma ressonância magnética que confirmou a presença de um tumor. Inicialmente, os médicos suspeitaram de um glioblastoma, um tipo agressivo e raro em jovens, com uma expectativa de vida de apenas dois anos. Os sintomas de câncer cerebral podem variar, mas incluem dores de cabeça persistentes, náuseas, convulsões e alterações de comportamento.
Antes do diagnóstico, Lauren já apresentava sintomas preocupantes, como desmaios e problemas emocionais. Em um relato à Brain Tumour Research, ela mencionou que, apesar de ter realizado um teste de intolerância alimentar que deu negativo, sentia que algo estava errado.
Eu sabia que tinha um tumor cerebral. Se aquele acidente não tivesse acontecido, não sei quando teria sido descoberto — afirmou.
Com o apoio do plano de saúde do namorado, Lauren passou por uma cirurgia que removeu cerca de 80% do tumor. A biópsia revelou que se tratava de um oligodendroglioma de grau 2, um tumor raro, mas de crescimento mais lento. Durante a recuperação, ela enfrentou problemas temporários de fala e náuseas, mas atualmente realiza exames a cada três meses para monitorar a condição.
Lauren está se preparando para iniciar o uso de vorasidenibe, um novo medicamento que visa bloquear o crescimento tumoral e adiar tratamentos mais agressivos, como quimioterapia e radioterapia. Este tratamento foi aprovado pela Anvisa no Brasil em agosto do ano passado.