O presidente Donald Trump abordou o recente ataque a um evento em Washington, onde ele e membros do governo estavam presentes, para reforçar a necessidade de um salão de festas na Casa Branca. Segundo Trump, o incidente não teria ocorrido se o jantar tivesse sido realizado em sua proposta de salão, que está em desenvolvimento.
Entretanto, essa mudança de local poderia alterar o significado do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, um evento que ocorre desde 1921, onde o presidente é convidado e não o anfitrião. Após o ataque, Trump tentou promover seu projeto de um salão de baile, orçado em US$ 400 milhões, que teria capacidade para mil pessoas.
O projeto, que está previsto para ser concluído até o final de seu segundo mandato, enfrenta atrasos devido a processos judiciais. A construção foi suspensa por uma decisão judicial, permitindo apenas obras de segurança no subsolo, o que gerou descontentamento no presidente.
Trump afirmou em sua rede social que o ataque reforça a necessidade de um salão seguro na Casa Branca, mencionando que todos os presidentes dos últimos 150 anos têm solicitado tal construção. Ele argumentou que o salão planejado seria à prova de drones e balas, aumentando a segurança do local.
O ataque, que ocorreu no Washington Hilton, permitiu que o suspeito Cole Tomas Allen conseguisse furar o bloqueio de segurança, mas ele foi detido pelo Serviço Secreto antes de alcançar o evento. O jantar anual, que celebra a liberdade de expressão, é um evento privado que perderia seu significado se realizado dentro da Casa Branca, especialmente sob a gestão de um presidente que frequentemente critica a imprensa.