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Trump reafirma possibilidade de intervenção militar na América Latina durante discurso na ONU

Em discurso na ONU, Trump ameaçou usar força militar na América Latina para proteger interesses dos EUA, destacando a situação na Venezuela e comparando cartéis a terroristas.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou sua disposição de empregar força militar na América Latina e no Caribe, afirmando que isso é necessário para salvaguardar os interesses da Casa Branca na região.

Trump enfatizou a situação na Venezuela, declarando que as ações dos EUA demonstram que não permitirão ameaças à sua segurança no Hemisfério Ocidental.

Se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA — afirmou.

O presidente dos EUA também mencionou a invasão da Venezuela, ocorrida em janeiro, e celebrou um acordo que assegura o controle de uma parte significativa do petróleo venezuelano a uma empresa vinculada ao Pentágono.

Foi uma guerra, mas talvez seja o maior negócio já realizado — comentou.

Trump, ao abordar a questão do narcotráfico, retirou a Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, onde estava desde 2005. Ele também fez ameaças a Cuba, levando a delegação cubana a se retirar do plenário em protesto.

Além disso, Trump comparou os cartéis de drogas da América Latina ao grupo terrorista ISIS, afirmando que acionou as Forças Armadas dos EUA para combatê-los. Essa retórica tem sido utilizada por membros do governo americano para justificar possíveis intervenções militares na região.

O presidente também se dirigiu ao México, expressando preocupação com a violência dos cartéis e afirmando que o país deve retomar o controle de seu território. A presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, tem criticado a ingerência dos EUA em assuntos internos, defendendo que a luta contra os cartéis não deve servir como justificativa para intervenções externas.

Antes do discurso de Trump, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva destacou a pressão que a América Latina e o Caribe enfrentam devido à proximidade com a maior potência militar do mundo, mencionando interferências externas em processos eleitorais e ações neocoloniais.

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