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Trump prorroga cessar-fogo com Irã em meio a críticas e baixa popularidade

O presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu o cessar-fogo com o Irã por tempo indeterminado, enfrentando críticas e um índice de rejeição de 62% entre os americanos.
Foto: G1

Em uma decisão que surpreendeu analistas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação do cessar-fogo na guerra contra o Irã, que ele mesmo havia estabelecido com um prazo definido. Este movimento é considerado o sétimo recuo do republicano em um conflito que ele insiste em afirmar que está vencendo.

A justificativa de Washington para a extensão é a busca por uma 'proposta unificada' de um regime iraniano que, segundo eles, está fragmentado. Em resposta, o governo do Irã ironiza a situação, utilizando inteligência artificial para criticar a indecisão de Trump.

Além das tensões externas, Trump enfrenta um cenário interno desafiador, com uma rejeição de 62% entre os cidadãos americanos. A pesquisa da Reuters/Ipsos revela que até 46% dos republicanos acreditam que o presidente não é 'equilibrado'.

No episódio do podcast O Assunto, Natuza Nery entrevista Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais, que analisa os impactos dos recuos de Trump em sua popularidade e os desafios para um possível acordo. Stuenkel também discute como a guerra com o Irã pode influenciar as eleições de meio de mandato.

Recentemente, Trump atendeu a um pedido do Paquistão ao prorrogar o cessar-fogo, enquanto o bloqueio do Estreito de Ormuz permanece em vigor. A mídia iraniana, por sua vez, afirma que a extensão do cessar-fogo é apenas uma continuação da guerra.

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