O presidente americano, Donald Trump, declarou que os Estados Unidos proibiram Israel de realizar bombardeios no Líbano. Em uma postagem na Truth Social, Trump afirmou que Israel 'não bombardeará mais o Líbano'.
Trump também mencionou que os EUA ficarão com a 'poeira' nuclear gerada pelos bombardeiros B-2, ressaltando que não haverá troca de dinheiro. Ele destacou que o acordo não se aplica ao Líbano, mas que os EUA trabalharão com o país para lidar com a situação do Hezbollah.
Além disso, o presidente dos EUA afirmou que o bloqueio no Estreito de Hormuz será mantido até que as negociações com o Irã sejam concluídas, apesar de Teerã ter anunciado a reabertura da rota. Trump afirmou que a navegação está liberada, mas com restrições ao Irã.
O Irã, por sua vez, anunciou a reabertura do Estreito de Hormuz durante um cessar-fogo com o Líbano, conforme divulgado pelo ministro das Relações Exteriores iraniano. Trump adotou um tom conciliador ao comentar a decisão iraniana.
O presidente dos EUA também anunciou um cessar-fogo entre Líbano e Israel, que inclui o Hezbollah, após um mês e meio de conflitos que resultaram em mais de 2.000 mortos, segundo o governo libanês. A trégua terá duração de dez dias.
Apesar do cessar-fogo, Israel advertiu que suas operações no Líbano continuarão. O ministro da Defesa israelense afirmou que as manobras em terra e os ataques ao Hezbollah permitiram alcançar muitos alvos, mas a operação ainda não terminou.
Desde o início do conflito, centenas de petroleiros e outros navios ficaram retidos, com cerca de 20.000 marinheiros presos no Golfo Pérsico. O bloqueio foi inicialmente imposto pelo Irã, mas Trump anunciou a medida após falhas nas negociações de paz.
O Comando Central dos EUA informou que navios com destino ao Irã ou que partem do país poderiam ser abordados. Recentemente, três petroleiros iranianos conseguiram deixar o Golfo pelo Estreito de Hormuz, sendo os primeiros desde o início do bloqueio.
O Estreito de Hormuz é uma passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico, sendo crucial para o comércio mundial de petróleo. Qualquer ameaça à navegação na região pode impactar significativamente os preços e as cadeias de abastecimento.
Embora o Irã não tenha ratificado a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, é considerado obrigado a respeitar as regras de passagem em estreitos internacionais, conforme normas de direito internacional consuetudinário.