O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que as condições atuais não são adequadas para um acordo que ponha fim à guerra com o Irã. Em entrevista à NBC News, Trump afirmou que, embora Teerã esteja disposto a negociar, a ofensiva militar de Washington prosseguirá.
O Irã quer chegar a um acordo, e eu não quero fazê-lo porque as condições ainda não são suficientemente boas — disse Trump, ressaltando que os ataques a alvos iranianos podem ser ampliados, inclusive na costa do país, ao norte do Estreito de Ormuz.
O presidente também insinuou que poderia bombardear novamente o principal centro de exportação de petróleo do Irã, afirmando que isso poderia ser feito "apenas por diversão". De acordo com o Pentágono, mais de 15 mil alvos já foram atingidos na região.
A retórica entre os dois lados permanece intensa, mesmo com o aumento das vítimas e os impactos econômicos do conflito. Trump destacou que a ampliação dos ataques visa facilitar a retomada do transporte de petróleo pela rota marítima, que foi afetada pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, resultando em um aumento global nos preços do petróleo.
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou perseguir e matar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, referindo-se a ele como responsável pela morte de crianças. A declaração foi feita em um comunicado no site Sepah News, onde o grupo afirmou que continuará a persegui-lo "com toda a força".
Essas ameaças surgem após Netanyahu mencionar ações contra figuras centrais do eixo pró-Irã, em meio a um conflito que teve início em 28 de fevereiro, quando bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel resultaram na morte do então líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.