Em uma nova rodada de críticas à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu a aliança como um 'tigre de papel'. Durante suas declarações, ele questionou a efetividade da Otan e o nível de comprometimento dos países que a compõem.
Trump expressou sua insatisfação com a interferência da Otan em assuntos dos EUA, afirmando: 'A última coisa que eu precisava era da Otan se intrometendo em nosso caminho'. Ele também reiterou que os Estados Unidos arcam com custos desproporcionais dentro da aliança, criticando a falta de contribuição adequada dos membros.
Essas declarações surgem em um contexto de tensões crescentes no Oriente Médio, onde a Otan tem sido cautelosa em relação a pedidos por maior engajamento militar, especialmente em relação ao Irã. Trump enfatizou que a relação com os aliados é 'uma via de mão única', destacando a falta de apoio que os EUA recebem.
Além disso, suas críticas reacendem o debate sobre a segurança coletiva prevista no Artigo 5 da aliança, que estabelece a defesa mútua entre os membros. Este dispositivo foi acionado apenas uma vez, após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Trump também direcionou críticas a líderes europeus, como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, mencionando divergências sobre operações militares no Oriente Médio. Em contrapartida, autoridades europeias têm reafirmado a importância estratégica da Otan como um pilar fundamental da segurança ocidental.