O presidente Donald Trump está considerando medidas para punir países da Otan que, segundo sua administração, não ofereceram o apoio necessário durante a guerra contra o Irã. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal.
Entre as ações em análise na Casa Branca, está a possibilidade de transferir tropas americanas de nações que não colaboraram para aquelas que apoiaram a ofensiva no Oriente Médio. Países como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia estão sendo considerados como novos destinos para essas unidades.
Essa movimentação poderia intensificar a presença militar dos EUA nas proximidades da Rússia, aumentando as tensões na região do Leste Europeu. Outra alternativa discutida seria o fechamento de uma base militar americana na Europa, com a Espanha e a Alemanha sendo mencionadas como possíveis alvos, uma vez que ambas se opuseram a certos aspectos da operação.
O governo espanhol, por exemplo, impediu o uso de seu espaço aéreo por aeronaves americanas envolvidas na operação contra o Irã, enquanto a Alemanha expressou críticas à ação, mesmo abrigando importantes centros de apoio militar dos EUA.
Trump tem intensificado suas críticas à aliança da Otan, exigindo maior comprometimento dos aliados em operações no Oriente Médio. Recentemente, ele também solicitou apoio para a reabertura do Estreito de Hormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.
Em março, Trump declarou nas redes sociais que os países da Otan "não fizeram absolutamente nada" para auxiliar os EUA no Irã e insinuou que os americanos não precisavam da aliança, ameaçando até mesmo retirar o país do tratado.
Autoridades europeias informaram ao jornal que não foram consultadas antes do início dos ataques ao Irã, o que dificultou a coordenação de uma resposta militar conjunta nos primeiros dias do conflito.
A Casa Branca reiterou que a Otan falhou em apoiar os EUA durante a guerra. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, citou Trump ao afirmar: "Eles foram postos à prova e falharam."
Leavitt expressou descontentamento com a postura da aliança nas últimas semanas, afirmando que é
bastante triste que a Otan tenha dado as costas ao povo americano
, que financia sua defesa.
Essas declarações surgiram antes de uma reunião entre Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Antes do encontro, Rutte conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o Departamento de Estado informou que o diálogo abordou as operações contra o Irã, a guerra na Ucrânia e a divisão de encargos entre os aliados.
Os EUA desempenham um papel central na Otan desde a fundação da aliança, em 1949. Em 2025, os demais membros aprovaram um aumento significativo nos gastos com defesa, dentro de um plano com metas até 2035.