Em uma entrevista a bordo do Air Force One, o presidente Donald Trump declarou que os Estados Unidos deixarão o Irã 'muito em breve'. Ele mencionou que essa saída pode ocorrer dentro de duas ou três semanas, ressaltando que 'Teerã não precisa assinar um acordo para que os EUA terminem esta guerra'.
Trump também criticou países europeus por não se envolverem na guerra contra o Irã e no patrulhamento do Estreito de Ormuz, sugerindo que eles deveriam 'ir buscar seu próprio combustível' na região, onde transita uma parte significativa do petróleo mundial.
Além disso, o presidente renovou suas ameaças de abandonar militarmente os aliados europeus, especialmente o Reino Unido, que, segundo ele, terá que agir sozinho em Ormuz, apesar de não ter se juntado à guerra. Trump ainda sugeriu que os europeus comprassem petróleo dos EUA, afirmando que o país possui abundância do recurso.
Recentemente, Trump pediu que nações europeias enviassem navios militares para patrulhar o Estreito de Ormuz, onde o Irã tem atacado embarcações petroleiras em resposta a ações dos EUA e de Israel. No entanto, os países europeus rejeitaram o pedido, isolando o presidente americano e seu governo.
Uma reportagem do 'The Wall Street Journal' revelou que Trump está disposto a encerrar a guerra contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Assessores do presidente avaliaram que uma operação para reabrir a rota marítima poderia prolongar o conflito além do prazo de seis semanas prometido por Trump.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem pressionado os preços do petróleo e impactado diversos setores globalmente, o que pode influenciar a inflação nos EUA em um ano crítico, com eleições para a Câmara e o Senado se aproximando.