Recentemente, o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, apresentou a 'Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis'. Esta iniciativa tem como objetivo colaborar com nações latino-americanas para desmantelar cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental.
A ordem executiva, assinada no último sábado, estabelece uma parceria com 16 países da região, com a intenção de 'treinar e mobilizar' suas forças armadas para enfrentar esses grupos. A declaração enfatiza que os cartéis e organizações terroristas devem ser combatidos de forma contundente.
Embora a ordem mencione o treinamento militar, não foram fornecidos detalhes sobre como essa mobilização será implementada. Além disso, a ordem ressalta que os países parceiros devem se proteger contra ameaças externas, possivelmente aludindo à influência da China na região.
- Argentina
- Bahamas
- Belize
- Bolívia
- Costa Rica
- El Salvador
- Equador
- Estados Unidos
- Guatemala
- Guiana
- Honduras
- Jamaica
- Panamá
- Paraguai
- Peru
- República Dominicana
- Trinidad e Tobago
O Brasil não faz parte dessa coalizão, e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva expressa preocupação com a possibilidade de os EUA classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Tal designação poderia facilitar ações militares unilaterais em território brasileiro.
Na mesma data, Trump se reuniu com líderes latino-americanos em Doral, Flórida, para discutir a nova coalizão. O presidente brasileiro não foi convidado para o encontro. Dias antes, autoridades militares da região foram recebidas em Washington, onde foi destacado que a força militar é essencial para derrotar os cartéis.
As ações dos EUA contra cartéis têm se intensificado. No México, uma operação militar que resultou na morte de um dos narcotraficantes mais procurados contou com apoio de inteligência dos EUA, embora o governo mexicano tenha afirmado que a operação foi conduzida exclusivamente por suas forças armadas.
No Equador, o Exército bombardeou acampamentos de um grupo ligado a dissidências das Farc, com participação dos EUA, que confirmou apoio a 'ações cinéticas letais' na região.
O governo brasileiro, liderado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está trabalhando para evitar a classificação do PCC e do CV como ameaças terroristas. Após uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, o Departamento de Estado reiterou que considera essas organizações como ameaças significativas à segurança regional.
Lula planeja uma visita a Washington para discutir a situação com Trump, e a questão da classificação dos grupos brasileiros deve ser um dos tópicos abordados.