Durante um evento na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que armas foram enviadas para milícias curdas no Irã em meio aos protestos que ocorreram em dezembro. Ele afirmou que esses armamentos deveriam ter sido entregues a manifestantes que se mobilizaram nas principais cidades do país, mas não chegaram ao destino final.
Trump expressou sua decepção ao afirmar:
Estou muito decepcionado. Enviamos algumas armas com munição [aos manifestantes] e elas deveriam ter sido entregues, mas eles [curdos] ficaram com elas
. Essa declaração corrobora reportagens que indicam a participação da Agência Central de Inteligência (CIA) nas manifestações, que buscavam enfraquecer o governo do aiatolá Ali Khamenei, que foi morto no início da guerra em fevereiro.
A imprensa norte-americana sugere que a CIA atuou para armar os curdos, um grupo étnico que se estende por Turquia, Iraque, Síria e Irã, reconhecido como a maior nação sem um Estado próprio. Em abril, Trump já havia mencionado o envio de "muitas armas" para apoiar os protestos no Irã, onde milhares de pessoas foram mortas em confrontos com as forças governamentais, segundo organizações de direitos humanos.
As declarações do presidente dos EUA reforçam a narrativa do governo iraniano, que acusa Washington de estar por trás da violência interna que precedeu a guerra no Oriente Médio.