A trend masculinista 'Caso ela diga não' ganhou destaque na imprensa francesa, com reportagens em diversos veículos. Nas redes sociais, internautas expressam preocupação com a ausência de punições para os criadores e disseminadores desse tipo de conteúdo. Uma matéria do jornal Le Parisien destaca que vídeos que promovem violência contra mulheres se tornaram virais no TikTok.
O diário menciona 'homens treinando e esfaqueando bonecos de treino', caracterizando esse conteúdo como 'cada vez mais violento, descomplexado e acessível'. O caso de Alana Anisio Rosa, de 20 anos, que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio em fevereiro, é citado como um exemplo alarmante. Ela foi atacada após rejeitar os avanços de um homem.
A matéria também revela que o agressor se inspirou em vídeos do TikTok que mostram homens atacando manequins, sob o lema 'treinando caso ela diga não'. O site 20 Minutes observa que muitos desses vídeos foram visualizados milhares de vezes, levantando preocupações sobre o impacto na violência contra mulheres no Brasil.
Além disso, a France 24 menciona casos recentes de violência, como o de um participante de um estupro coletivo que se entregou à polícia usando uma camiseta com a frase 'Regret Nothing'. A jornalista Mathilde Serrell, da France Inter, relaciona a série 'Adolescência' a esses eventos, afirmando que 'a ficção se tornou realidade' no Brasil.
A mobilização contrária à trend também é destacada, com internautas promovendo vídeos que ensinam a respeitar a negativa das mulheres. A discussão sobre o PL da Misoginia no Brasil, que enfrenta resistência de grupos conservadores, também é mencionada, evidenciando a necessidade de mudanças nas leis para combater a misoginia.