Durante uma entrevista ao Programa Diário Saúde, o ortopedista Palmerindo Mendonça abordou a estrutura de atendimento no Nordeste e a criação do Instituto Regenerador. O objetivo é garantir acesso a tecnologias e tratamentos que equiparam a instituição a grandes centros.
Mendonça apresentou recursos como diagnóstico preciso, reabilitação com equipamentos robóticos e terapias neurológicas. Ele enfatizou que a lesão medular não implica perda definitiva dos movimentos, explicando como o problema afeta a comunicação entre cérebro e corpo.
O médico detalhou que a avaliação individualizada é crucial para identificar as estruturas nervosas afetadas e as possibilidades de recuperação. A gravidade da lesão varia conforme a localização e extensão do dano, com lesões cervicais comprometendo braços e pernas, enquanto lesões mais baixas afetam os membros inferiores.
Mendonça também alertou sobre o risco de feridas, como úlceras por pressão, devido à perda de sensibilidade, que pode levar os pacientes a não perceberem lesões em seus corpos.
Entre as principais causas de lesão medular, o ortopedista citou acidentes de motocicleta e quedas de altura, além de infecções, tumores e alterações vasculares que podem causar danos neurológicos.
Ele destacou a importância de buscar atendimento especializado rapidamente ao suspeitar de lesão neurológica. A rapidez no diagnóstico e tratamento pode influenciar a recuperação das estruturas nervosas, com Mendonça afirmando que "tempo significa neurônio vivo".
O médico compartilhou casos de pacientes que perderam movimentos após acidentes, como um que, após uma queda de altura, não sentiu nada da cintura para baixo e precisou de cirurgia para estabilizar a coluna.
Fonte: Diariodosertao