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Terremotos na Venezuela: causas da devastação e resposta lenta

Os terremotos de 24 de junho na Venezuela deixaram quase 3 mil mortos e mais de 16 mil feridos, além de 15 mil famílias desabrigadas. A resposta do governo é criticada.
Foto: G1

Os terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho deixaram um rastro de destruição, com quase 3 mil mortos e mais de 16 mil feridos até o dia 4 de julho. Além das vítimas, mais de 15 mil famílias ficaram desabrigadas, e a ONU estima que até 6,7 milhões de pessoas podem ter sido afetadas.

Os tremores causaram danos significativos a hospitais, escolas e edifícios residenciais. O governo informou que 189 construções desabaram e 885 sofreram danos. Uma avaliação preliminar do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) estima prejuízos de R$ 34,6 bilhões, sem contar os custos de reconstrução.

As operações de resgate continuam, com a participação de mais de 30 mil trabalhadores, incluindo equipes venezuelanas e socorristas de diversos países. No entanto, a resposta do governo tem sido criticada, especialmente pela lentidão nas buscas por sobreviventes.

Causas da devastação

Os terremotos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram em menos de um minuto, caracterizando um evento conhecido como terremoto duplo. Esse tipo de evento libera grandes quantidades de energia, e a proximidade dos epicentros aumentou a destruição.

Além da força dos tremores, a vulnerabilidade das construções contribuiu para o alto número de prédios destruídos. Muitas edificações na região afetada foram construídas rapidamente, sem a devida fiscalização, e em áreas com solo que intensifica a vibração dos terremotos.

O complexo Urbanismo Hugo Chávez, em Catia La Mar, é um exemplo de empreendimento que desabou, evidenciando a falta de supervisão e o descumprimento das normas de construção.

Crise interna e resposta ao desastre

A Venezuela já enfrentava uma crise econômica e social antes dos terremotos, o que dificultou a resposta ao desastre. Moradores relataram dificuldades para localizar familiares desaparecidos e a falta de socorristas nos primeiros dias após os tremores.

A deterioração da infraestrutura, com apagões frequentes e falta de recursos em hospitais, comprometeu a capacidade de resposta do Estado. A ajuda internacional, com equipes de busca e salvamento de diversos países, tornou-se essencial para as operações de resgate.

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