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Tensões entre EUA e Brasil aumentam com ações do governo Trump

Recentes ações dos EUA, incluindo a revogação do visto de um assessor de Trump, tensionaram a relação com o governo Lula, que buscava pacificação. Investigação comercial também foi aberta.
Foto: Foto colorida mostra os presidentes Trump (EUA) e Lula (Brasil) - Metrópoles

Uma série de ações do governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, voltou a criar tensões na relação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa situação se intensificou na última sexta-feira, quando o Brasil decidiu revogar o visto do assessor sênior do Departamento de Estado, Darren Beattie. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil alegou que Beattie omitiu e falsificou informações sobre sua visita, que incluía um encontro com o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso. O assessor havia solicitado o visto para participar de uma conferência sobre minerais críticos, mas não informou sobre a agenda que incluía reuniões com autoridades brasileiras. Diante das discrepâncias nas informações, o presidente Lula determinou a suspensão do visto.

Além da revogação do visto, a Casa Branca também tomou outras medidas que impactam o Brasil. Na quinta-feira, foi anunciada uma nova investigação pela Representação Comercial dos EUA, com base no Artigo 301 da Lei de Comércio de 1974. Essa investigação visa apurar se países estão permitindo a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, o que poderia resultar em tarifas adicionais sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. O Brasil é um dos 60 países alvo dessa investigação, que inclui economias como China e União Europeia.

A relação entre os dois países se complicou ainda mais com a possibilidade de os EUA classificarem as facções criminosas brasileiras, PCC e CV, como organizações terroristas. Essa medida, que o governo brasileiro considera uma ameaça à sua soberania, poderia permitir ações norte-americanas em território brasileiro. O governo Lula já se manifestou contra essa classificação e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, discutiu o assunto com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, buscando evitar a implementação da proposta.

Apesar das tensões, uma ala do governo brasileiro acredita que o diálogo entre Lula e Trump está maduro o suficiente para lidar com divergências. Embora algumas ações do governo dos EUA tenham gerado ruídos, fontes afirmam que um grupo restrito dentro da administração norte-americana está por trás dessas medidas. Um encontro entre os dois presidentes está em negociação, com Lula expressando interesse em discutir a colaboração no combate ao crime organizado.

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