As operações militares no Equador, próximas à fronteira com a Colômbia, têm gerado um aumento na tensão entre os dois países. O governo colombiano identificou um explosivo não detonado proveniente do Equador no estado de Putumayo. Em resposta, o governo equatoriano iniciou uma investigação para determinar como a bomba foi parar no território colombiano.
No último domingo, o Equador, sob a liderança do presidente Daniel Noboa, anunciou uma força-tarefa composta por 75 mil homens para combater o narcotráfico. Essa operação, que envolve militares e policiais, tem realizado bombardeios em locais considerados alvos de narcoterroristas.
Na segunda-feira, o presidente colombiano Gustavo Petro confirmou a descoberta da bomba em seu país e afirmou que ela teria origem no Exército equatoriano. Na quarta-feira, ministros da Defesa e comandantes do Exército de ambos os países se reuniram e confirmaram a origem equatoriana do explosivo.
As relações entre Colômbia e Equador já estavam tensas desde janeiro, quando o Equador impôs tarifas de 30% sobre produtos colombianos, elevadas para 50% em fevereiro, citando a falta de ações do governo colombiano no combate ao narcotráfico. A Colômbia respondeu com taxas recíprocas.
As operações do governo equatoriano estão focadas nas províncias de Guayas, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas, onde um toque de recolher noturno foi estabelecido. O Ministério da Defesa do Equador tem divulgado vídeos das operações nas redes sociais.
Na terça-feira, Petro relatou que os bombardeios equatorianos resultaram em 27 corpos carbonizados na fronteira. No início de março, os Estados Unidos lançaram a iniciativa 'Escudo das Américas', focada no combate ao tráfico de drogas e crime organizado, com apoio ao governo equatoriano.