O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou que a possível designação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas pelos Estados Unidos representa uma oportunidade significativa. Ele acredita que essa classificação facilitaria a cooperação internacional, permitindo a integração de inteligência e o acesso a recursos financeiros para um combate mais eficaz ao crime organizado.
Durante um evento no centro de controle operacional do Metrô, Tarcísio afirmou:
A partir do momento que um governo como o dos Estados Unidos encara o PCC como organização terrorista, e é de fato o que eles são, fica mais fácil
. No entanto, ele não detalhou como essa cooperação poderia ser implementada.
Em uma nota divulgada, a administração de Donald Trump reconheceu o PCC e o CV como ameaças significativas à segurança regional, citando seu envolvimento com o tráfico de drogas e a violência. Relatos indicam que Washington já decidiu classificar essas facções como terroristas.
Entretanto, essa mudança de classificação levanta preocupações sobre possíveis impactos na economia e na competitividade do Brasil. A definição de terrorismo varia entre os países, mas geralmente envolve ações violentas contra civis com o intuito de intimidar.
O presidente Lula tem se reunido para discutir alternativas à proposta americana, que poderia abrir espaço para intervenções dos EUA no Brasil. O governo brasileiro teme a exploração política da situação por opositores e busca uma estratégia de comunicação para justificar sua resistência à ideia.
Uma das alternativas discutidas pelo Brasil é a criação de uma cooperação na área do crime organizado. No entanto, assessores do governo Trump consideram essa proposta insuficiente, alegando que Lula estaria tentando proteger as facções.
A discussão sobre a designação das facções como terroristas nos EUA se intensificou desde o ano passado, com apoio de uma ala do Departamento de Estado. Essa movimentação foi impulsionada pela atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Uma preocupação adicional é o interesse do presidente dos EUA nas transações financeiras realizadas por meio do Pix, com receios de que isso possa levar a um controle americano sobre essas operações, justificando a medida com a alegação de uso pelo crime organizado.
Recentemente, a proposta de equiparar facções criminosas ao terrorismo foi barrada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, durante discussões sobre o PL Antifacção, que tinha o deputado Guilherme Derrite como relator.