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Suspeito confessa assassinato de francesa encontrada carbonizada na PB

Um vídeo revela a confissão do homem acusado de matar a francesa Chantal Dechaume, cujo corpo foi encontrado em uma mala carbonizada. O suspeito foi encontrado morto dias depois.
Foto: THMais - Você por dentro de tudo

Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o homem identificado pela Polícia Civil da Paraíba como o responsável pela morte da francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, confessando o crime. A gravação ganhou notoriedade após sua divulgação, e investigações indicam que pode ter sido produzida por membros de uma facção criminosa, antes que o suspeito também fosse encontrado morto em um aparente 'tribunal do crime'.

Chantal foi descoberta morta dentro de uma mala e com o corpo carbonizado no bairro de Manaíra, em João Pessoa, no dia 10 de março. Sua identidade foi confirmada três dias depois, levando a Polícia Civil a tratar o caso como feminicídio.

O principal suspeito, Altamiro Rocha dos Santos, companheiro da vítima, foi encontrado morto dois dias após o crime. A polícia investiga as circunstâncias de sua morte, que ocorreu no bairro João Agripino, também na capital paraibana.

Cronologia dos eventos

  • 07 de março: Chantal sai do apartamento onde estava hospedada às 17h35 e retorna às 18h30, não sendo mais vista.
  • 09 de março: Altamiro deixa o apartamento às 22h00 para comprar álcool e retorna às 22h16 com um galão.
  • 10 de março: Às 22h06, Altamiro sai levando uma mala, que é deixada na calçada às 22h36.
  • 11 de março: Um homem em situação de rua ateia fogo no corpo às 01h55.

A investigação aponta que o segundo suspeito, que incendiou o corpo, pode ter aceitado a tarefa em troca de drogas, mas ainda não foi localizado.

O médico legista Flávio Fabres, do Instituto de Polícia Científica, determinou que Chantal morreu devido a golpes de objeto pontiagudo na região do tórax, e que seu corpo já estava sem vida antes de ser incendiado.

Moradores do prédio onde o casal estava relataram um odor forte vindo do apartamento, que Altamiro atribuiu à queima de couro para artesanato.

O corpo de Altamiro foi encontrado no dia 12 de março, com mãos e pés amarrados e uma lesão profunda no pescoço. A polícia investiga a possibilidade de sua morte estar relacionada a uma facção criminosa, possivelmente em resposta à repercussão do crime.

Chantal Etiennette Dechaume havia se mudado para João Pessoa após se aposentar. Ela conheceu Altamiro na orla da cidade, onde ele vendia artesanato. Com o início da pandemia, ela o acolheu em sua casa, iniciando um relacionamento.

Registros administrativos da França mostram que Chantal trabalhou como enfermeira obstétrica e estava aposentada quando decidiu viver no Brasil.

A Polícia Civil da Paraíba considera o homicídio de Chantal esclarecido, com Altamiro como autor. No entanto, as investigações continuam para apurar a morte dele e identificar o responsável pelo incêndio do corpo da vítima, além de possíveis envolvimentos de outras pessoas.

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