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Superlotação e precariedade marcam atendimento no HRT

Denúncias revelam superlotação e condições precárias no Hospital Regional de Taguatinga, com pacientes internados em consultórios e problemas no atendimento.
Foto: hrt

Denúncias apontam para um cenário alarmante no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), em Brasília, onde a superlotação e a precariedade no atendimento a pacientes são evidentes. Imagens obtidas mostram pacientes acomodados em salas destinadas a consultórios médicos, comprometendo o funcionamento adequado do hospital.

Uma mulher que acompanha sua tia internada desde abril relatou que a paciente, que fraturou o fêmur após uma queda, aguarda há semanas por uma cirurgia ortopédica. Ela descreveu a situação caótica no pronto-socorro, onde pacientes ensanguentados aguardavam atendimento em corredores lotados.

A denunciante também destacou que a ala feminina estava operando com 27 macas, embora tivesse capacidade para apenas 12 leitos, e que acompanhantes estavam dormindo nas camas dos pacientes devido à falta de espaço. Além disso, mencionou a presença de homens com tornozeleira eletrônica circulando pelos corredores sem escolta policial.

Outras dificuldades relatadas incluem a falta de materiais para exames, demora em procedimentos cirúrgicos e resistência de funcionários em fornecer seus nomes durante os atendimentos. A mulher afirmou que muitos funcionários evitam se identificar para não serem denunciados.

Em resposta, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal afirmou que, em casos de superlotação, alguns pacientes podem ser temporariamente acomodados em consultórios enquanto aguardam transferência. A secretaria negou a presença de presos sem escolta e ressaltou que os acompanhantes são orientados a não utilizar os leitos para descanso.

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