Um ataque ocorrido em um jantar de gala em Washington, onde estava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantou preocupações sobre a sucessão presidencial. Embora não tenha havido vítimas, a situação trouxe à tona a questão de quem assumiria o comando do país em caso de incapacitação do presidente ou de outros altos funcionários.
A legislação americana estabelece uma linha de sucessão que inclui autoridades do Congresso e membros do gabinete. Eventos históricos, como os ataques de 11 de setembro de 2001, evidenciam a necessidade de um plano de sucessão, uma vez que várias autoridades podem estar reunidas em um mesmo local.
Para evitar crises, presidentes costumam designar um 'sobrevivente designado', um membro do governo que não participa de eventos de grande visibilidade. Segundo a Constituição dos EUA, todos os integrantes da linha sucessória devem ter pelo menos 35 anos, ser cidadãos natos e residir no país por 14 anos, além de serem confirmados pelo Senado.
Quem Assume o Comando?
Caso o presidente Trump não possa exercer suas funções, o vice-presidente J.D. Vance assumiria o cargo, conforme a 25ª Emenda da Constituição, até o fim do mandato atual, em janeiro de 2029. Ele também teria a responsabilidade de indicar um novo vice-presidente.
Se tanto Trump quanto Vance ficassem incapacitados, a liderança passaria ao presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson. A sequência de sucessão continua com o presidente pro tempore do Senado, atualmente Chuck Grassley, e os membros do gabinete, começando pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
O procurador-geral também faz parte da linha sucessória, embora a situação de Todd Blanche, que ocupa o cargo interinamente, ainda não esteja clara. A lista segue com os chefes dos departamentos de Interior, Agricultura, Comércio, Trabalho, Saúde, Habitação, Transportes, Energia, Educação, Assuntos de Veteranos e Segurança Interna.
A Prática do 'Sobrevivente Designado'
Para assegurar a continuidade do governo em situações de emergência, presidentes frequentemente escolhem um membro do gabinete para não comparecer a eventos que reúnem autoridades. Embora não seja uma exigência legal, essa prática se tornou comum desde a década de 1980, com o secretário da Agricultura sendo frequentemente escolhido para essa função.
No caso recente, Trump designou o secretário de Assuntos de Veteranos, Doug Collins, como sobrevivente designado para os discursos de 2025 e 2026. O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, embora um evento social importante, normalmente não requer essa medida. Trump não participou do evento em seus primeiros mandatos e boicotou a edição anterior, mas neste ano compareceu ao lado de Vance, Johnson, Rubio, Hegseth e outros membros do gabinete.
A ausência do senador Chuck Grassley garantiu que pelo menos um integrante da linha sucessória não estivesse presente no evento, reduzindo o risco de uma crise constitucional.