O inquérito que investiga irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) foi prorrogado por mais 60 dias. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a um pedido da Polícia Federal (PF), que solicitou mais tempo para realizar diligências necessárias ao esclarecimento dos fatos.
Na decisão, Mendonça afirmou:
A Polícia Federal requer nova prorrogação de prazo para a realização de diligências reputadas imprescindíveis para o esclarecimento dos fatos. Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais 60 dias.
Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi intimada a se manifestar sobre a prorrogação.
Esta é a segunda prorrogação do inquérito. A primeira ocorreu em janeiro, quando o caso estava sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. Toffoli deixou a relatoria após a PF apresentar um relatório que mencionava o ministro em comunicações com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente preso.
As investigações estão centradas na venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito fraudulentas ao BRB e na manipulação de ativos que teriam inflacionado o patrimônio do Banco Master. Entre os investigados estão diretores do Master e do BRB, além de empresários e ex-executivos relacionados às instituições financeiras.