Pesquisadores da Universidade da Flórida Central descobriram que algumas dificuldades motoras observadas em pacientes com Alzheimer podem ter origem fora do cérebro. A pesquisa, publicada na revista Alzheimer’s & Dementia, sugere que mutações genéticas associadas ao Alzheimer familiar podem impactar a comunicação entre nervos e músculos.
O Alzheimer é uma doença progressiva que afeta o cérebro, prejudicando a memória e outras funções cognitivas. Embora suas causas exatas ainda não sejam totalmente compreendidas, há indícios de que fatores genéticos desempenham um papel importante. É a forma mais comum de demência entre idosos, representando mais da metade dos casos no Brasil, segundo o Ministério da Saúde.
Os pesquisadores afirmam que essa nova descoberta pode explicar por que alguns pacientes apresentam dificuldades de equilíbrio e coordenação antes do surgimento de problemas de memória.
Déficits motores podem ser um sinal precoce de Alzheimer. Se conseguirmos identificar essas mudanças mais cedo, pode ser possível intervir antes que o sistema nervoso central seja mais afetado — declarou Xiufang Guo, uma das autoras do estudo.
O estudo focou no Alzheimer familiar, uma forma hereditária da doença que geralmente se manifesta entre os 40 e 65 anos. Embora a condição seja amplamente reconhecida por suas implicações na memória, médicos já notaram que alterações motoras podem ocorrer anos antes dos sintomas cognitivos.