A Força Aérea Brasileira (FAB) classificou como informações reservadas os custos operacionais do voo que transportou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do partido Republicanos-PB, de João Pessoa ao Rio de Janeiro. A viagem ocorreu na manhã de 26 de dezembro de 2025, com destino final em Angra dos Reis, onde Motta passou o Réveillon. A decisão de manter o sigilo por cinco anos foi uma resposta a um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), conforme reportado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O voo partiu da capital paraibana e pousou no Aeroporto Santos Dumont no início da tarde, utilizando uma aeronave oficial da FAB. Ao todo, onze pessoas estavam a bordo, porém, a lista completa de passageiros não foi divulgada. A justificativa apresentada pela Câmara dos Deputados para a não divulgação foi a 'segurança institucional'.
Apesar do sigilo sobre os valores de combustível, manutenção e outras despesas operacionais, a FAB divulgou que as diárias pagas à tripulação foram de R$ 1.580. O uso de aeronaves da FAB para o deslocamento de autoridades tem sido motivo de debates sobre a transparência no uso de recursos públicos, principalmente em viagens realizadas durante o recesso parlamentar.
Durante o período de final de ano, Hugo Motta e seus aliados ficaram hospedados em um imóvel alugado em um condomínio de luxo no bairro do Frade, em Angra dos Reis. O local é conhecido por sua infraestrutura exclusiva e acesso privativo a áreas naturais. A escolha do destino e o uso da aeronave oficial levantaram discussões públicas sobre a transparência e a responsabilidade no uso de recursos públicos.
A decisão da FAB de manter os custos da operação em sigilo gerou questionamentos sobre a justificativa de segurança apresentada para limitar a divulgação de informações sobre voos oficiais. O caso tem sido discutido amplamente, considerando a necessidade de maior clareza sobre o uso de aeronaves públicas por autoridades em deslocamentos de caráter pessoal.