A Polícia Civil da Paraíba concluiu um inquérito que resultou no indiciamento de seis profissionais de saúde, incluindo quatro médicos obstetras e duas enfermeiras, em decorrência da morte de uma gestante e de seu bebê durante o parto no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), em Campina Grande. O caso, que ocorreu em março de 2025, teve seus resultados divulgados nesta quarta-feira (10).
A investigação revelou que o atendimento foi realizado em uma gestação de alto risco e apontou diversas falhas na condução do parto. Entre os problemas identificados estão a demora na adoção de medidas médicas, falhas no acompanhamento da evolução clínica da paciente e a realização de procedimentos inadequados.
Os laudos periciais indicaram que uma intervenção cirúrgica realizada em tempo hábil poderia ter evitado a morte do bebê, que ocorreu ainda no útero devido a uma rotura uterina associada ao parto. A mãe, identificada como Maria Danielle Cristina Morais, faleceu 25 dias após o parto. A causa do óbito está relacionada a uma doença genética pré-existente, que foi agravada durante o atendimento.
Além das falhas médicas, o inquérito também identificou indícios de violência verbal e psicológica durante o atendimento à gestante. O caso foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba e ao Poder Judiciário, que irão analisar as conclusões do inquérito e determinar os próximos passos do processo. A Polícia Civil solicitou que a investigação seja apreciada por uma das Varas do Tribunal do Júri de Campina Grande.