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Seis alunos detidos após invasão na USP deixam três seguranças feridos

Na noite de segunda-feira (8), seis estudantes foram detidos após invadirem a administração central da USP, resultando em ferimentos em três seguranças. A ação ocorreu após assembleia que decidiu pelo fim da greve.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Na noite de segunda-feira (8), seis jovens, com idades entre 18 e 22 anos, foram detidos após invadirem o prédio da administração central da Universidade de São Paulo (USP), localizado na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo. A invasão ocorreu horas após uma assembleia que reuniu mais de 500 estudantes e decidiu pelo fim da greve iniciada em abril.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), os detidos foram levados ao 7º Distrito Policial, onde prestaram depoimento e foram liberados por volta das 2h da manhã desta terça-feira (9). Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Cerca de dez manifestantes, que se apresentavam como um grupo independente e sem ligação com as entidades que conduziram a greve, ocuparam os blocos K e L da administração da USP, bloqueando os acessos com barricadas. A Polícia Militar foi acionada após o confronto entre os manifestantes, que estavam encapuzados e portavam objetos como pedaços de madeira, e a guarda universitária.

Durante a ocorrência, três seguranças ficaram feridos e necessitaram de atendimento médico no Hospital Universitário. A polícia conseguiu dispersar os manifestantes e apreendeu diversos objetos, incluindo fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta e um estilingue.

A perícia constatou danos em mobiliários e equipamentos da universidade, e o caso foi registrado como lesão corporal de natureza grave e dano ao patrimônio público.

A invasão ocorreu no mesmo dia em que a assembleia decidiu encerrar a greve, que foi uma das maiores mobilizações estudantis da USP na última década, envolvendo 43 unidades e episódios significativos, como a invasão da reitoria em maio.

Os estudantes em greve reivindicavam melhorias no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Pafpe), buscando um aumento no valor do auxílio destinado a alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A reitoria ofereceu um reajuste do auxílio, mas os estudantes continuaram a pressionar por mudanças.

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