O deputado estadual Sargento Neto (PL) se manifestou sobre a recente movimentação de oficiais da Polícia Militar da Paraíba, que estão intensificando diálogos com o governo do Estado sobre promoções e reestruturação da carreira. As declarações foram feitas ao Portal Fonte83, antes de uma sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba.
Questionado sobre a atuação conjunta da tenente-coronel Viviane Vieira e do coronel Sérgio Fonseca, que buscam um diálogo mais próximo com o governador Lucas Ribeiro (PP) em relação à valorização das forças de segurança, Sargento Neto expressou suas reservas. Ele caracterizou a iniciativa como um reflexo do cenário político atual, afirmando que 'Coronel Viviane já tomou isso como um partido para ela, junto com o ex-comandante da Polícia Militar, o coronel Sérgio'.
O deputado também criticou a postura dos oficiais em relação a demandas anteriores da categoria, questionando onde estavam durante as reivindicações feitas na Granja do Governador. 'Eu queria saber onde estavam essas pessoas na época em que nós estávamos na frente da Granja do Governador reivindicando', disse.
Sargento Neto relacionou a atual movimentação ao período eleitoral, afirmando que, embora todos possam se candidatar, é necessário esclarecer o que foi feito até agora. 'Mais uma vez estamos no pleito eleitoral. Todo mundo pode colocar seu nome à disposição, mas eu espero que expliquem o que foi feito durante esse tempo todo', declarou.
O parlamentar também criticou mudanças de postura dentro da corporação ao longo dos anos, questionando se os oficiais estavam realmente cobrando o governo ou apenas concordando com suas decisões. 'Quem vai julgar é a tropa', afirmou.
As promoções discutidas fazem parte da política de valorização das forças de segurança e da reestruturação das carreiras no estado. Após a derrubada do veto governamental pela Assembleia Legislativa, os praças passaram a ter direito ao recálculo do tempo de serviço para fins de promoção. No entanto, Sargento Neto destacou que ainda não houve um posicionamento do Estado sobre a efetivação dessas progressões, defendendo que os praças merecem o mesmo tratamento que os oficiais.
Ele ressaltou que as turmas afetadas pela chamada 'Lei dos 7 anos' ainda aguardam reparação, enfatizando que a demanda não se trata de concessão de benefícios, mas do cumprimento de um direito previsto em lei.