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São Paulo registra 10º caso de febre amarela em 2023

O estado de São Paulo confirmou nesta terça-feira, 2, o décimo caso de febre amarela em 2023, com seis mortes registradas. O novo caso foi em Lençóis Paulista.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O estado de São Paulo confirmou nesta terça-feira, 2, o décimo caso de febre amarela em 2023. O novo registro ocorreu em Lençóis Paulista, na região de Bauru, onde um homem de 54 anos, sem histórico de vacinação, faleceu em decorrência da doença.

Os outros casos ocorreram principalmente no Vale do Paraíba, onde oito pessoas contraíram o vírus, resultando em cinco óbitos. Na região de Sorocaba, um paciente se recuperou. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que todos os pacientes eram homens, com idades entre 38 e 64 anos, e não possuíam histórico de vacinação.

Em resposta ao aumento de casos, o governo estadual intensificou a campanha de imunização, especialmente para aqueles que planejam viajar para áreas de risco e para moradores de locais com circulação do vírus. Recentemente, foi confirmado o primeiro caso de febre amarela em macacos em Santo André, indicando a presença do vírus na região.

A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A imunização inicia com uma dose aos 9 meses de idade, seguida de um reforço aos 4 anos. Para pessoas a partir de 5 anos que não foram vacinadas ou não possuem comprovante, é recomendada uma dose única.

A febre amarela é uma doença infecciosa transmitida por mosquitos infectados, com dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, os macacos são os principais hospedeiros, enquanto no ciclo urbano, a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti. A presença do vírus em macacos, como observado em Santo André, sugere a circulação de vetores infectados em áreas de mata.

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas, vômitos e fraqueza. Em casos mais graves, podem ocorrer hemorragias, insuficiência de múltiplos órgãos e icterícia. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 15% das pessoas infectadas podem desenvolver formas graves da doença, com uma taxa de mortalidade entre 20% e 50%.

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