Na madrugada desta quinta-feira, o Santos confirmou a demissão do técnico argentino Juan Pablo Vojvoda, que estava à frente da equipe há sete meses. A decisão foi comunicada ao treinador no vestiário da Vila Belmiro, após a derrota por 2 a 1 para o Internacional, em partida do Campeonato Brasileiro.
Além de Vojvoda, a comissão técnica também foi dispensada, incluindo os auxiliares Nahuel Martinez e Gáston Liendo, o preparador físico Luis Azpiazu, o preparador de goleiros Santiago Piccinini e o psicólogo Christian Rodrigues. Em nota, o Santos agradeceu os serviços prestados e desejou sucesso na carreira do ex-treinador.
Cuca, que já teve três passagens pelo Santos, foi anunciado como o novo técnico do clube. O contrato do treinador, que já atuou no Santos em 2008, 2018 e entre 2020 e 2021, é válido até o final de 2026. Cuca chega acompanhado pelo auxiliar Cuquinha e pelo preparador físico Omar Feitosa.
A contratação de Cuca gerou preocupações na diretoria, especialmente devido à recepção negativa que o técnico enfrentou em sua última passagem pelo Corinthians, onde lidou com protestos relacionados a um caso de condenação por violência sexual. O treinador, que foi condenado à revelia, só retornou ao futebol após a anulação da sentença em janeiro de 2024.
A demissão de Vojvoda implica em um custo significativo para o Santos, que terá que pagar o valor total do contrato do treinador, estimado em R$ 11,7 milhões, até dezembro de 2026. A situação financeira do clube se agrava com dívidas pendentes com ex-treinadores, incluindo uma condenação da FIFA em relação ao português Pedro Caixinha.
Vojvoda enfrentou pressão crescente no cargo, especialmente após um empate recente contra o Mirassol. A diretoria considerou que não havia mais evolução no trabalho do treinador, que teve um desempenho abaixo do esperado, com 33 partidas, 10 vitórias, 13 empates e 10 derrotas, resultando em um aproveitamento de 43,4%.