Na primeira eleição parlamentar após a invasão da Ucrânia, o partido Rússia Unida, que apoia o governo de Vladimir Putin, obteve uma vitória recorde, passando de 315 para 355 cadeiras na Duma, a Câmara dos Deputados da Rússia. A Comissão Eleitoral Central anunciou os resultados, que ainda não são definitivos, com 95% dos votos apurados.
Os aliados diretos de Putin conquistaram 29 cadeiras, enquanto o Partido Comunista e o Novo Povo sofreram perdas significativas, reduzindo suas representações de 57 para 40 e de 15 para 4, respectivamente. O comparecimento de 60% foi o maior desde 2003, refletindo um apoio central para a manutenção do controle do Kremlin.
Esta eleição é considerada a menos livre da história pós-soviética da Rússia, não apenas por alegações de fraude, mas pela consolidação do sistema político sob Putin. A guerra na Ucrânia permitiu ao governo reprimir a oposição, com leis que punem severamente críticas ao conflito e às Forças Armadas.
O partido Iabloko, a única oposição permitida, foi barrado de participar das eleições. Apesar de uma avaliação positiva de Putin que permanece acima de 70%, o partido não conseguiu eleger nenhum deputado. Além disso, o Iabloko perdeu representação em nível regional, passando de três Parlamentos para apenas um.
A guerra também influenciou o pleito, com ataques aéreos ucranianos em Moscou durante a votação. A crise de abastecimento de combustível na Rússia, resultante das sanções e da guerra, levou Putin a banir exportações de derivados de petróleo, afetando países como o Brasil.
Donald Trump, ex-presidente dos EUA, está tentando mediar um fim para o conflito e pressionou Putin com novas sanções que punem países que compram petróleo russo. O Kremlin afirmou que essas sanções não facilitarão um acordo de paz.
Fonte: Noticiasaominuto