O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, manifestou nesta quinta-feira (18) sua posição a favor do afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado. A recomendação surge após Wagner ser mencionado em uma nova fase de investigação da Polícia Federal.
Correia argumentou que, na condição de investigado, Wagner deveria se afastar temporariamente de suas funções para se dedicar ao esclarecimento das acusações. Ele enfatizou a importância de preservar tanto o andamento das investigações quanto o funcionamento da liderança governista.
Na condição de investigado, Jaques Wagner deve se afastar da liderança do governo para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência. A Polícia Federal está fazendo seu trabalho, e quem cometeu irregularidades deve responder por elas — declarou.
Apesar de defender o afastamento, o deputado ressaltou que sua avaliação sobre as origens do caso permanece inalterada. Em suas redes sociais, ele associou a investigação ao que chamou de "Bolsomaster", referindo-se a apurações envolvendo o Banco Master.
Por sua vez, Jaques Wagner declarou em entrevista à BandNews que não tem intenção de deixar a liderança do governo no Senado. Ele afirmou que apenas uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia resultar em sua substituição.
Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira. As investigações indicam que ele teria recebido vantagens indevidas em troca de sua atuação política no Congresso Nacional, incluindo um apartamento em Salvador e cerca de R$ 3,5 milhões.
Em resposta às acusações, o senador negou qualquer vínculo com o empresário Daniel Vorcaro e afirmou que não atuou em favor do Banco Master durante seu tempo no Senado.
As investigações da Polícia Federal continuam, visando apurar possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e interesses privados em decisões políticas e legislativas.