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Rodovias da Paraíba sob Análise: PB-066 Classificada como a Terceira Pior do Brasil em Pesquisa da CNT

Um recente levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) para o ano de 2025 aponta um cenário preocupante para a infraestrutura rodoviária da Paraíba. A rodovia PB-066, que conecta as cidades de Ingá, no estado, a Itambé, em Pernambuco, foi classificada como o terceiro pior trecho rodoviário do Brasil. Este diagnóstico não apenas acende um alerta sobre as condições de trafegabilidade e segurança de uma via crucial para a interligação regional, mas também reflete uma situação mais ampla das estradas paraibanas, que apresentam deficiências significativas em diversos aspectos, desde o pavimento até a sinalização e geometria, impactando diretamente a segurança dos usuários e a fluidez do transporte.

Diagnóstico Nacional: A Preocupante Situação da PB-066

A pesquisa da CNT, referência nacional na avaliação de rodovias, posicionou a PB-066, no trecho entre Ingá e Itambé, como a terceira pior do país. Este resultado coloca a Paraíba em um patamar de alerta máximo, destacando a urgência de intervenções. À frente da rodovia paraibana, figuram outros dois trechos maranhenses com classificações ainda piores: a MA-006, que liga Cururupu a Pinheiro, ocupando o primeiro lugar, e a MA-106, entre Governador Nunes Freire e Alcântara, em segundo. A inclusão da PB-066 neste ranking nacional de rodovias em condições críticas ressalta os desafios enfrentados pelos estados na manutenção e qualificação de suas malhas viárias.

A Radiografia das Rodovias Paraibanas: Problemas Estruturais e Sinalização Precária

Para além do caso específico da PB-066, a análise da CNT revela um panorama geral preocupante para as rodovias paraibanas. O estudo aponta que 72,2% da extensão das estradas no estado apresenta algum tipo de problema. Detalhando as deficiências, 53,8% da malha viária estadual sofre com o pavimento comprometido, enquanto 72,7% carece de sinalização adequada e 77,2% exibe problemas na geometria da via. Essas fragilidades estruturais e de infraestrutura contribuem para um ambiente de risco e dificultam o transporte seguro e eficiente. Três rodovias estaduais, incluindo a mencionada PB-066, foram categorizadas como 'péssimas' pela pesquisa, figurando entre os piores trechos de toda a região Nordeste, indicando uma demanda generalizada por investimentos em manutenção e modernização.

Cenário de Risco: Acidentes e Trechos Federais Mais Perigosos

Os dados da pesquisa também lançam luz sobre a periculosidade de trechos rodoviários, tanto estaduais quanto federais, na Paraíba. Em 2025, as rodovias federais do estado registraram 1.977 acidentes, resultando em 141 óbitos, o que se traduz em uma média alarmante de sete mortes a cada 100 acidentes. Além disso, a Paraíba se destaca negativamente entre os três estados nordestinos com os pontos mais críticos em termos de concentração de acidentes em extensões de 10 quilômetros nas rodovias federais.

Dois trechos específicos da Grande João Pessoa foram identificados como particularmente perigosos. O segundo lugar no ranking de maior densidade de acidentes é ocupado por um segmento da BR-230, entre os quilômetros 20 e 30. Logo em seguida, na terceira posição, está um trecho da BR-101, compreendendo os quilômetros 80 e 90, localizado na região da Alça Sudoeste, uma área vital que conecta os municípios de João Pessoa, Bayeux e Santa Rita. A recorrência desses pontos de alto risco exige atenção prioritária das autoridades para a implementação de medidas de segurança e engenharia que possam mitigar o número de ocorrências e preservar vidas.

Conclusão: A Urgência de Investimentos e Políticas de Segurança

O levantamento da CNT de 2025 apresenta um quadro detalhado e preocupante da malha rodoviária paraibana. A classificação da PB-066 entre as piores rodovias do Brasil, somada às amplas deficiências estruturais e à alta taxa de acidentes em trechos federais, exige uma resposta imediata e coordenada dos governos estadual e federal. A segurança dos motoristas, a eficiência do transporte de cargas e o desenvolvimento socioeconômico do estado dependem diretamente de investimentos robustos em recuperação, manutenção, sinalização e projetos de engenharia que garantam estradas mais seguras e confiáveis para todos os usuários.

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