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Riscos da Automedicação e a Importância da Prescrição Profissional

A automedicação representa um sério risco à saúde pública no Brasil, com medicamentos liderando as causas de intoxicações. A Secretaria Municipal de Saúde reforça a necessidade de orientação profissional.
Foto: Joaopessoa

A automedicação é um problema crescente que afeta não apenas o indivíduo, mas também a saúde pública no Brasil. Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) indicam que os medicamentos são os principais responsáveis por intoxicações no país.

Em resposta a essa situação, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) intensifica os alertas sobre os perigos da automedicação, frequentemente impulsionada pela busca de alívio rápido. Essa prática pode resultar em reações adversas graves e mascarar doenças subjacentes. O alerta é especialmente relevante em virtude do Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, celebrado em 5 de maio.

Pesquisas do Hospital Sírio-Libanês mostram que 71,8% das internações prolongadas em pacientes acima de 60 anos são atribuídas ao uso inadequado de medicamentos, evidenciando o aumento de reações adversas. A falta de orientação pode transformar tratamentos em riscos à saúde, ocultando sinais importantes do corpo e atrasando diagnósticos.

Muitas vezes, o paciente chega às nossas unidades com o quadro clínico agravado e com complicações que poderiam ter sido evitadas se não tivesse tentado resolver o problema sozinho em casa.

Para enfrentar essa questão, a SMS tem investido na capacitação contínua de suas equipes, contando com 62 especialistas em cuidado farmacêutico. O objetivo é garantir que a população receba suporte técnico adequado.

O farmacêutico é um agente de saúde fundamental para prevenir esse uso inadequado e evitar efeitos adversos, garantindo a eficácia do tratamento.

Gilcélia Menezes ressalta que o farmacêutico desempenha um papel crucial no tratamento, considerando o histórico do paciente e as medicações já utilizadas. Essa assistência é complementada pela avaliação médica nas unidades de saúde, essencial para identificar corretamente a causa de um sintoma antes de qualquer prescrição.

A automedicação é uma armadilha porque silencia a dor, mas permite que a patologia avance silenciosamente.

Montenegro alerta que a falta de avaliação clínica pode levar a complicações perigosas e contribuir para a resistência bacteriana devido ao uso inadequado de antibióticos. A orientação profissional é fundamental para evitar efeitos adversos graves e garantir que o tratamento aborde a raiz do problema.

A gestão municipal recomenda que a população utilize as Unidades de Saúde da Família (USF) para qualquer mal-estar persistente. Seguir rigorosamente a prescrição e buscar assistência técnica não apenas protege a saúde individual, evitando danos ao fígado e rins, mas também assegura a eficiência do sistema público de saúde.

Em casos de suspeita de intoxicação ou reações inesperadas, a orientação é procurar imediatamente uma das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) disponíveis na cidade.

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