O presidente Lula anunciou a revogação do visto de um assessor do governo dos Estados Unidos, que planejava visitar Jair Bolsonaro na prisão. A decisão foi tomada em reciprocidade ao cancelamento de vistos de autoridades brasileiras pelos EUA.
O assessor sênior para a política dos EUA em relação ao Brasil, Darren Beattie, só poderá entrar no Brasil quando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tiver seu visto liberado, após ter sido revogado pelo governo norte-americano no ano passado.
Aquele cara americano que disse que vinha para cá, para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde, que está bloqueado — declarou Lula em um evento no Rio de Janeiro.
Em 2025, o governo de Donald Trump revogou vistos de vários brasileiros, incluindo autoridades, sem justificativas. Em resposta, o Brasil utilizou a Lei de Reciprocidade para revogar o visto do funcionário da Casa Branca.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou uma consideração ao STF afirmando que a visita de Beattie a Bolsonaro poderia ser vista como uma
indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro
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