As autoridades da China atualizaram o número de mortos na explosão da mina de carvão de Liushenyu, localizada na província de Shanxi, para 82. O acidente, que ocorreu na noite de sexta-feira, envolveu 247 trabalhadores que estavam no subsolo no momento da explosão.
Inicialmente, o número de vítimas fatais havia sido estimado em pelo menos 90. A chefe do condado de Qinyuan, Guo Xiaofang, explicou que a confusão no local do desastre contribuiu para a contagem incorreta. Ela afirmou:
Após o incidente, a cena era caótica, a contagem da empresa sobre o número de trabalhadores não estava clara, o que levou ao número inicial impreciso.
Além dos mortos, 128 pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas, enquanto duas continuam desaparecidas. Trinta e cinco trabalhadores conseguiram escapar sem ferimentos.
Em resposta ao acidente, o governo chinês decidiu fechar as quatro minas pertencentes ao Grupo de Coqueificação de Carvão Shanxi Tongzhou, que é o proprietário da mina de Liushenyu. Executivos da empresa foram detidos pelas autoridades locais.
Este incidente é considerado o mais mortal na mineração chinesa em 17 anos, superando o recorde anterior de 2009, quando uma explosão em Heilongjiang resultou na morte de 108 trabalhadores.
A mina de Liushenyu tem uma capacidade de produção de 1,2 milhão de toneladas de carvão por ano, um recurso essencial para o setor energético da China, que extraiu 4,83 bilhões de toneladas no ano passado.
O presidente Xi Jinping ordenou uma investigação sobre o acidente e pediu que as autoridades se empenhassem no tratamento dos feridos e nas buscas pelos desaparecidos. Em um editorial publicado pela mídia estatal, o Diário do Povo, foi feita uma chamada à necessidade de aumentar a segurança nas minas, enfatizando a importância de priorizar a proteção dos trabalhadores em vez do desenvolvimento econômico.