Uma reunião de cerca de 30 países, presidida pelo Reino Unido e França, ocorrerá esta semana para discutir a segurança do Estreito de Ormuz, conforme confirmou uma fonte do Ministério da Defesa britânico. O estreito está bloqueado pelo Irã há quase um mês, em meio a tensões decorrentes da guerra contra os Estados Unidos e Israel.
Os chefes de Estado-Maior das Forças Armadas dos países participantes se reunirão para abordar a situação. Recentemente, esses países solicitaram uma moratória nos ataques a infraestruturas petrolíferas e de gás no Golfo e expressaram disposição para contribuir com os esforços de segurança na região.

A iniciativa, que conta com o apoio de nações como Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão, visa criar uma coalizão internacional para reabrir o estreito o mais rápido possível. O chefe do Estado-Maior britânico, Richard Knighton, e seu homólogo francês, Fabien Mandon, estão cientes da importância de suas funções nesse processo.
Além disso, o Reino Unido está considerando a realização de uma conferência internacional em Portsmouth ou Londres para discutir a segurança no estreito. A situação se agravou com acusações de que o Irã teria colocado minas na região, levando a uma possível operação para removê-las, embora alguns países alertem que isso não seria viável no atual contexto de ataques.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, que representa cerca de 20% do petróleo e gás natural consumidos globalmente, resultou em um aumento significativo nos preços do petróleo. O Irã, por sua vez, afirmou que pode garantir a passagem segura de 'navios não hostis', embora muitos embarcações estejam evitando a área devido a riscos elevados.
Enquanto isso, o presidente americano, Donald Trump, tem pressionado seus aliados a se envolverem na segurança do estreito, mas o Reino Unido deixou claro que tal participação não ocorrerá sob a égide da Otan.