As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram a retirada do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, do Oriente Médio. O navio, que está envolvido na guerra contra o Irã, apresenta danos e precisará passar por reparos.
A informação foi divulgada pelo jornal 'The Washington Post'. O porta-aviões, que conta com 4,5 mil marinheiros, está no mar há 10 meses e sua retirada representa uma perda significativa de poder de fogo, especialmente com as negociações de paz entre os EUA e o Irã estagnadas.
Ainda não há clareza sobre quando o USS Gerald R. Ford iniciará seu retorno aos EUA. O porta-aviões é um dos três atualmente na região, ao lado do George H.W. Bush e do Abraham Lincoln.
Em março, um incêndio a bordo causou danos significativos às instalações do navio. A Marinha dos EUA informou que o incêndio, que feriu dois marinheiros, começou na lavanderia e não teve relação com os combates.
Além do incêndio, o porta-aviões enfrenta problemas nas instalações sanitárias, com relatos de ralos entupidos e longas filas nos banheiros. Um relatório de 2020 já apontava que esses problemas ocorrem com frequência e exigem limpeza regular, custando cerca de US$ 400 mil por procedimento.
A Marinha reconheceu as dificuldades, mas afirmou que os incidentes são resolvidos rapidamente por pessoal treinado. O senador Mark Warner criticou o longo período de serviço do navio, afirmando que a tripulação está pagando o preço por decisões militares imprudentes.