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Resultados promissores de nova injeção contra hepatite B

Um novo medicamento experimental da GSK, bepirovirsen, mostrou potencial para eliminar o vírus da hepatite B em até 20% dos pacientes. Os dados foram apresentados em congresso e publicados em revista científica.
Foto: Metropoles

Um medicamento experimental desenvolvido pela GSK, conhecido como bepirovirsen, demonstrou resultados encorajadores no tratamento da hepatite B crônica. Durante o congresso da Associação Europeia para o Estudo do Fígado, a farmacêutica revelou que a nova injeção conseguiu eliminar sinais do vírus em aproximadamente 20% dos pacientes tratados.

Os dados foram obtidos a partir de dois estudos de fase III que envolveram mais de 1.800 participantes em 29 países. Os resultados também foram publicados na revista New England Journal of Medicine. A chamada “cura funcional” foi observada em taxas que variaram entre 19% e 20% entre os pacientes que receberam o medicamento em combinação com o tratamento padrão, indicando que o vírus deixou de ser detectado no sangue e permaneceu inativo após a interrupção do tratamento.

Atualmente, os tratamentos disponíveis para a hepatite B conseguem alcançar esse resultado em cerca de 1% dos casos, conforme dados mencionados nos estudos. O bepirovirsen atua como um oligonucleotídeo antissenso, uma tecnologia que visa atacar diretamente o material genético do vírus da hepatite B, inibindo sua multiplicação e permitindo que o sistema imunológico retome o controle da infecção.

A aplicação do medicamento é feita por injeção subcutânea uma vez por semana durante seis meses. Nos pacientes que apresentavam níveis mais baixos do antígeno de superfície da hepatite B antes do tratamento, a taxa de resposta alcançou 26%. A GSK também destacou que o medicamento apresentou resultados estatisticamente significativos em todos os principais critérios avaliados nos estudos.

A hepatite B é uma infecção viral que afeta o fígado e pode levar a complicações sérias, como cirrose e câncer hepático. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 250 milhões de pessoas convivem com a forma crônica da doença globalmente. A transmissão do vírus ocorre por meio do contato com sangue e fluidos corporais contaminados, e embora muitos indivíduos consigam eliminar a infecção naturalmente, uma parte desenvolve uma forma persistente da doença.

Durante os testes, foram observados efeitos colaterais, incluindo reações no local da aplicação, e cerca de 7% dos participantes apresentaram alterações laboratoriais graves relacionadas ao fígado. A GSK planeja continuar os estudos, combinando o bepirovirsen com outros medicamentos para tentar aumentar as taxas de resposta ao tratamento.

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