Pesquisas de boca de urna indicam que a AfD, partido de extrema direita da Alemanha, obteve resultados significativos nas eleições deste domingo. Friedrich Merz, em um momento de fragilidade do governo, classificou a situação como um 'desastre'.
Após o fechamento das urnas, o primeiro-ministro afirmou que seu programa de reformas é um 'antídoto para o veneno autoritário', reafirmando sua intenção de permanecer no cargo.
No estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a AfD alcançou a maior votação, com 37%, superando o SPD de Manuela Schwesig, que ficou com 35,5%. Apesar do crescimento da AfD, a atual governadora deve manter seu cargo.
Em Berlim, a AfD deve se tornar a terceira maior bancada, com 16% dos votos, atrás de A Esquerda e da CDU, partido de Merz.
Os pleitos estaduais se tornaram um plebiscito sobre a administração de Merz, que convocou uma reunião do comitê executivo de seu partido no dia da eleição, surpreendendo analistas.
Merz declarou que o que precisa ser feito agora exige firmeza e paciência, confrontando as especulações sobre seu futuro político.
Recentemente, a AfD alcançou quase 44% dos votos na Saxônia-Anhalt, aproximando-se de formar seu primeiro governo, o que representaria um marco para a Alemanha.
A ascensão da extrema direita ocorre em um contexto de crescente impopularidade de Merz, que registrou 88% de insatisfeitos e apenas 10% de aprovação.
Merz afirmou que a economia está passando por uma transformação profunda e que o clima social se tornou mais complexo, ressaltando que a resposta não pode ser um retorno ao passado.
A AfD defende propostas como a deportação em massa de imigrantes ilegais e a volta do marco alemão, além de uma possível saída da União Europeia.
Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a CDU enfrentou um dos piores resultados em sua história, superando por pouco a cláusula de barreira de 5%.
Schwesig, do SPD, criticou abertamente Merz, especialmente em relação à reforma da Previdência e ao aumento dos preços dos combustíveis.
A vitória projetada de Schwesig pode incentivar os sociais-democratas a se tornarem mais ativos na disputa interna da coalizão, aumentando a tensão no governo.
Em Berlim, a CDU deve perder a prefeitura para A Esquerda, que indicará um candidato para o cargo de governador pela primeira vez.
Elif Eralp, candidata da Esquerda, se apresentou como 'inquilina' e destacou a necessidade de melhorar a oferta de moradia na capital.
Entidades judaicas expressaram preocupação com o resultado, dado que A Esquerda possui integrantes investigados por antissemitismo.
Fonte: Noticiasaominuto